Atividades de Arte do 1º ao 5º ano: propostas por ano nas 4 linguagens, com artistas brasileiros
Atividades de Arte do 1º ao 5º ano passam pelas 4 linguagens (artes visuais, música, dança e teatro), com apreciação, criação e conversa.
Neste artigo você vai encontrar
- Propostas por ano e linguagem
- 1º ano: explorar materiais e o corpo
- 2º ano: colagem e sons do cotidiano
- 3º ano: releitura e paisagem sonora
- 4º ano: gravura e ritmos brasileiros
- 5º ano: fotografia, quadrinhos e criação autoral
- Como estruturar uma aula de Arte
- Materiais básicos para o ano todo
- Avaliação com portfólio
- Arte com datas comemorativas sem perder a habilidade
- Inclusão nas aulas de Arte
- Exposição da turma
- Erros comuns
- Passo a passo: carimbos de elementos naturais (2º e 3º anos)
- Variações por ano
- Adaptações para inclusão
- Como avaliar
- Artistas como referência
- Para continuar
As atividades de Arte do 1º ao 5º ano precisam passar pelas quatro linguagens da BNCC: artes visuais, música, dança e teatro. Cada proposta tem três momentos: apreciar uma obra, criar e conversar sobre o que foi feito. Abaixo estão ideias por ano, com artistas brasileiros e materiais simples.
O panorama da Arte em todas as etapas está em atividades de Arte, e os códigos da base em habilidades de Arte na BNCC.
Propostas por ano e linguagem
| Ano | Artes visuais | Música | Dança | Teatro |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Pintura com dedo e esponja | Sons do corpo | Brincadeiras de roda | Imitar bichos |
| 2º | Colagem com papéis rasgados | Instrumentos de sucata | Danças da comunidade | Dramatizar fábula |
| 3º | Releitura de obra | Paisagem sonora | Ciranda e quadrilha | Fantoches |
| 4º | Gravura com isopor | Ritmos brasileiros | Danças regionais | Teatro de sombras |
| 5º | Fotografia e quadrinhos | Gravação de música da turma | Coreografia em grupo | Cena curta escrita pela turma |
1º ano: explorar materiais e o corpo
- Pintura com as mãos e esponjas: em papel kraft no chão, com tinta guache. Depois, conversa sobre as cores que se misturaram.
- Massinha caseira: farinha, sal, água e corante. Modelar um animal e dar um nome a ele.
- Orquestra do corpo: palmas, estalos, batidas no peito e nos pés seguindo um ritmo.
- Roda cantada: “Ciranda, cirandinha”, “A canoa virou”.
- Teatro de bichos: a professora conta uma história e a turma faz os movimentos dos animais.
Artista para apreciar: Tarsila do Amaral, com “O Mamoeiro” ou “A Cuca”, pelas cores e formas.
2º ano: colagem e sons do cotidiano
- Colagem com papel rasgado: a partir de uma obra de Henri Matisse ou de Beatriz Milhazes.
- Instrumentos de sucata: chocalho com garrafa e grãos, tambor com lata, reco-reco com garrafa canelada.
- Danças da comunidade: pedir às famílias uma dança de quando eram crianças.
- Dramatização de fábula: “A lebre e a tartaruga” com falas curtas.
- Autorretrato no espelho: observar o rosto e representar com lápis de cor.
3º ano: releitura e paisagem sonora
- Releitura de obra: escolher uma obra de Candido Portinari (por exemplo, “Meninos Soltando Pipas”) e recriar a cena com a turma, mudando um elemento.
- Paisagem sonora: gravar sons da escola (sinal, recreio, cantina) e montar uma “música” com eles.
- Ciranda e quadrilha: origem, passos e música.
- Fantoches de meia ou de saco de papel: a turma cria personagens e uma história curta.
- Bandeirinhas de Volpi: composição com formas e cores repetidas.
4º ano: gravura e ritmos brasileiros
- Gravura com bandeja de isopor: desenhar com lápis apertando, passar tinta e carimbar no papel.
- Ritmos brasileiros: samba, baião, maracatu, frevo. Ouvir, identificar instrumentos e acompanhar com palmas.
- Danças regionais: pesquisa sobre uma dança da região e apresentação.
- Teatro de sombras: lençol, lanterna e figuras recortadas em papelão.
- Arte indígena: apreciação de cerâmica e cestaria com contexto e respeito, sem cópia de grafismos sagrados.
5º ano: fotografia, quadrinhos e criação autoral
- Fotografia com celular: a turma fotografa a escola explorando enquadramento, luz e ângulo.
- História em quadrinhos: roteiro, quadros, balões e onomatopeias.
- Música da turma: criar uma paródia ou letra própria sobre a escola e gravar.
- Coreografia em grupo: a partir de uma música escolhida pela turma.
- Cena curta: a turma escreve, ensaia e apresenta uma cena de três minutos.
- Patrimônio da cidade: pesquisa sobre uma festa, construção ou artista local.
Como estruturar uma aula de Arte
- Apreciação (10 min): mostrar uma obra, tocar uma música, assistir a um trecho de dança ou teatro.
- Conversa (5 min): o que vocês veem, ouvem, sentem? Quem fez? Quando?
- Criação (25 min): experimentação com materiais ou com o corpo.
- Partilha (10 min): exposição, apresentação, comentário de cada criança sobre sua escolha.
Materiais básicos para o ano todo
| Material | Usos |
|---|---|
| Papel kraft e sulfite | Pintura, colagem, cenário |
| Tinta guache e pincéis | Pintura, gravura |
| Revistas velhas | Colagem |
| Sucata (garrafas, caixas, rolos) | Instrumentos, escultura, fantoches |
| Massinha caseira | Modelagem |
| Celular da professora | Fotografia, gravação de som e vídeo |
Avaliação com portfólio
Guarde as produções em uma pasta por criança, com data e uma frase dela sobre o processo. Para música, dança e teatro, registre com foto ou vídeo. No fim do bimestre, a criança escolhe o trabalho de que mais gostou e explica por quê. Essa autoavaliação é parte da aprendizagem em Arte.
Arte com datas comemorativas sem perder a habilidade
Muitas escolas pedem lembrancinhas e decoração em datas como Dia das Mães, festa junina e Natal. Dá para aproveitar sem transformar a aula de Arte em linha de montagem:
- Festa junina: pesquisa sobre a origem das bandeirinhas, apreciação de Volpi e composição autoral de bandeirinhas.
- Folclore: criação de personagens a partir de lendas brasileiras, com modelagem em massinha.
- Consciência Negra: apreciação de Heitor dos Prazeres e Rosana Paulino, e criação inspirada nas cores e temas.
- Fim de ano: exposição dos portfólios para as famílias, com cada criança escolhendo o trabalho preferido.
A data é a ocasião; a habilidade da BNCC é o motivo da aula.
Inclusão nas aulas de Arte
Arte é uma das disciplinas mais acessíveis quando a proposta permite caminhos diferentes. Um aluno com dificuldade motora pode usar pincel engrossado com espuma ou carimbo; um aluno com TEA pode preferir materiais sem textura pegajosa; um aluno com deficiência visual pode trabalhar com relevo, argila e música. O que se avalia é a experiência e a expressão, não a semelhança com o modelo.
Exposição da turma
Uma vez por bimestre, transforme o corredor em galeria. Cada criança escolhe um trabalho, escreve (ou dita) o título e uma frase sobre ele, e a turma convida outra sala para visitar. Aprender a mostrar a própria produção e a olhar a dos colegas com respeito também é Arte: é o momento de fruição e de crítica previsto na BNCC.
Erros comuns
- Desenho mimeografado para colorir. Treina coordenação, não expressão.
- Trabalhos idênticos. Se todos ficaram iguais, a aula foi de cópia.
- Só artes visuais. Música, dança e teatro somem do planejamento.
- Obra só europeia. Valorize artistas brasileiros, indígenas, afro-brasileiros e locais.
Passo a passo: carimbos de elementos naturais (2º e 3º anos)
- Coleta. Num passeio pelo pátio, cada criança recolhe três elementos naturais que já caíram: folhas, cascas, sementes, gravetos.
- Observação. Na sala, com lupa, as crianças descrevem as texturas e linhas de cada elemento.
- Teste. Com tinta guache em uma bandeja rasa, testam qual elemento deixa a marca mais interessante no papel. A professora pergunta por que algumas marcas aparecem mais nítidas.
- Composição. Em uma folha grande, cada criança cria uma composição repetindo e combinando as marcas. Pode ser uma paisagem, um padrão ou algo abstrato.
- Título. Cada obra recebe um título escolhido pela criança.
- Roda de apreciação. As obras ficam no chão e as crianças andam em volta, comentando o que veem.
Variações por ano
No 1º ano, os carimbos podem ser feitos com as mãos, os pés e objetos da sala, como tampas e esponjas. No 4º ano, a atividade evolui para a gravura com isopor de bandeja, em que a criança desenha com lápis sem ponta e imprime várias cópias. No 5º ano, o padrão criado com carimbos pode virar estampa para uma sacola de tecido ou um caderno.
Adaptações para inclusão
Crianças com dificuldade motora podem usar carimbos com cabos mais grossos, feitos com rolhas coladas atrás dos elementos. Crianças com deficiência visual podem trabalhar com relevo, pressionando os elementos em argila ou massinha em vez de tinta. Para crianças que não toleram tinta nas mãos, ofereça luvas ou pincéis para passar a tinta no carimbo.
Como avaliar
Observe se a criança experimenta diferentes elementos antes de escolher, se percebe a relação entre a textura do objeto e a marca, se organiza a composição com intenção e se comenta o trabalho dos colegas. Fotografe o processo, não só o resultado final, e anote uma fala da criança sobre a obra. Esses registros alimentam o portfólio e mostram o percurso ao longo do ano.
Artistas como referência
Apresente, antes ou depois da atividade, obras de artistas que trabalham com repetição, padrões ou elementos da natureza, incluindo a arte de povos indígenas brasileiros, com seus grafismos. Pergunte o que as crianças percebem de semelhante com o que fizeram. A referência amplia o repertório sem virar modelo a ser copiado.
Para continuar
Para os anos seguintes, veja atividades de Arte do 6º ao 9º ano. Mais materiais por ano em atividades do 1º ao 5º ano.
Perguntas frequentes
Quais atividades de Arte fazer no 1º ano?
Pintura com diferentes materiais (dedo, esponja, pincel), colagem livre, modelagem com massinha, brincadeiras cantadas, sons do corpo, imitação de bichos e dramatização de histórias conhecidas.
O que trabalhar de Arte no 5º ano?
Releitura de obras com intenção de composição, fotografia com celular, criação de história em quadrinhos, paisagem sonora, coreografia em grupo, cena de teatro curta e pesquisa sobre patrimônio cultural da região.
Que artistas brasileiros usar nas aulas dos anos iniciais?
Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Alfredo Volpi, Djanira, Heitor dos Prazeres, Romero Britto, Beatriz Milhazes e artistas populares da sua região. Para música, Villa-Lobos, Palavra Cantada e cantigas tradicionais.
Arte nos anos iniciais é só pintura?
Não. A BNCC tem quatro linguagens (artes visuais, dança, música e teatro) mais artes integradas. Ao longo do ano, todas precisam aparecer, mesmo quando não há professor especialista.
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