Ilustração: Atividades de arte para o ensino médio: propostas por linguagem, projeto de bimestre e rubrica para imprimir
Ensino Médio

Atividades de arte para o ensino médio: propostas por linguagem, projeto de bimestre e rubrica para imprimir

Por Equipe Pluma ·

Resumo

Arte no ensino médio é criar, ler e contextualizar obras em artes visuais, dança, música e teatro, com projetos autorais e repertório brasileiro.

Neste artigo você vai encontrar
  1. Arte na BNCC do ensino médio
  2. Propostas por linguagem
  3. Projeto de bimestre: “Arte e território”
  4. Arte brasileira e contemporânea
  5. Leitura de imagem em quatro passos
  6. Caderno de artista
  7. Saídas culturais
  8. Material barato
  9. Arte e tecnologia
  10. Rubrica de avaliação
  11. Arte na inclusão
  12. Gerar propostas com IA
  13. Materiais para imprimir

Arte no ensino médio é criar, ler e contextualizar obras em artes visuais, dança, música e teatro. O trabalho se apoia em projetos autorais e repertório brasileiro. Abaixo estão propostas por linguagem, um projeto de bimestre completo, ideias com material barato e uma rubrica de avaliação. Os materiais estão no hub do Ensino Médio.

Arte na BNCC do ensino médio

A Arte faz parte da área de Linguagens e suas Tecnologias, junto com Língua Portuguesa, Educação Física e Língua Inglesa. A BNCC espera que o jovem:

  • Crie produções autorais, individuais e coletivas.
  • Frua e analise obras de diferentes épocas, culturas e linguagens.
  • Contextualize a arte em relação à história, à política e à vida social.
  • Reflita sobre o próprio processo criativo.

A LDB reforça a obrigatoriedade do ensino de arte, com atenção às expressões regionais, e as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 incluem a história e a cultura afro-brasileira e indígena, com destaque para a educação artística.

Propostas por linguagem

Linguagem Atividade O que trabalha
Artes visuais Autorretrato em três técnicas (desenho, colagem, fotografia) Elementos visuais, identidade, comparação de técnicas
Artes visuais Lambe-lambe com tema da comunidade Arte urbana, mensagem, espaço público
Artes visuais Releitura de obra brasileira (Tarsila, Portinari, Rosana Paulino) Repertório, contexto histórico, autoria
Dança Coreografia coletiva a partir de gestos do cotidiano Movimento, composição, trabalho em grupo
Dança Pesquisa sobre danças populares da região Patrimônio imaterial, matrizes culturais
Música Paisagem sonora da escola gravada no celular Escuta, timbre, edição
Música Percussão corporal em grupo Ritmo, coordenação, escuta coletiva
Teatro Cena curta a partir de uma notícia Improvisação, personagem, dramaturgia
Teatro Teatro do oprimido: cena-fórum sobre situação da escola Arte e cidadania, debate
Integrada Curta-metragem de um minuto Roteiro, imagem, som, edição

Projeto de bimestre: “Arte e território”

Pergunta motivadora: que histórias o nosso bairro conta e quais ficam escondidas?

Semanas 1 e 2 – Repertório. Apresentação de artistas que trabalham com território e memória: fotografias de cidades, murais, intervenções urbanas, cantos e danças da região. A turma registra impressões num caderno de artista.

Semanas 3 e 4 – Pesquisa de campo. Em grupos, os alunos fotografam, gravam sons, entrevistam moradores antigos, coletam objetos e histórias.

Semanas 5 e 6 – Criação. Cada grupo escolhe uma linguagem (instalação, mural em papel, paisagem sonora, cena teatral, coreografia) e cria uma obra a partir do material coletado.

Semana 7 – Montagem. Exposição ou mostra na escola, com textos curatoriais escritos pelos alunos.

Semana 8 – Reflexão. Roda de conversa e autoavaliação: o que aprendi, o que mudaria, como o público reagiu.

O projeto conversa com Geografia (território), História (memória) e Língua Portuguesa (texto curatorial), e pode virar uma unidade de itinerário formativo; veja itinerários formativos.

Arte brasileira e contemporânea

Repertório que costuma engajar o jovem:

  • Modernismo e suas releituras: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti.
  • Arte afro-brasileira: Rubem Valentim, Abdias Nascimento, Rosana Paulino.
  • Arte indígena contemporânea: Jaider Esbell, Denilson Baniwa.
  • Arte urbana: grafite e muralismo brasileiros.
  • Música: do samba ao rap, passando pelo manguebeat e pelo tecnobrega.
  • Teatro e dança: grupos de teatro de rua, companhias de dança contemporânea, manifestações populares como o bumba meu boi.

Use as obras para conversar sobre contexto: quem produziu, para quem, em que época, o que queria dizer.

Leitura de imagem em quatro passos

Para cada obra estudada, um roteiro simples orienta a conversa e pode virar registro escrito:

  1. Descrever: o que vejo? Cores, formas, materiais, personagens, espaço.
  2. Analisar: como a obra está organizada? O que está em destaque? Que efeito isso provoca?
  3. Interpretar: o que a obra pode estar dizendo? Que sentimentos desperta?
  4. Contextualizar: quem fez, quando, onde, em que situação? O que estava acontecendo no mundo e na vida do artista?

O mesmo roteiro serve para música (o que ouço, como está organizada, o que expressa, de onde vem), para dança e para teatro. Com o tempo, os alunos passam a usá-lo sozinhos ao visitar exposições ou assistir a espetáculos.

Caderno de artista

Um caderno simples, que acompanha o aluno o ano inteiro, reúne esboços, colagens, anotações de aula, ingressos de espetáculos, fotos impressas e reflexões. Ele mostra o processo, não só o produto final, e é um ótimo instrumento de avaliação. Combine que o caderno pode ter “erros”, rasuras e tentativas: é ali que o aluno experimenta sem medo.

Saídas culturais

Visitas a museus, centros culturais, ateliês, ensaios de grupos de teatro e apresentações de música ampliam muito o repertório. Quando a saída não é possível, use visitas virtuais de museus, vídeos de espetáculos e convide artistas locais para conversar com a turma. Um artista da própria cidade mostra ao jovem que a arte também está perto dele.

Material barato

  • Revistas e jornais para colagem e lambe-lambe.
  • Bandeja de isopor para gravura (risca com lápis, passa tinta, carimba).
  • Celular para fotografia, vídeo e gravação de som.
  • Papel pardo em rolo para trabalhos grandes.
  • Corpo e voz, para dança, teatro e música.

Arte e tecnologia

O celular é uma ferramenta de criação poderosa: fotografia, vídeo, edição de som, ilustração digital, animação quadro a quadro. Proponha desafios curtos, como um minuto de vídeo sem falas contando uma história, uma série de cinco fotografias sobre um tema ou uma música feita com sons gravados na escola. Discuta também direitos autorais, uso de imagem e o que é criação original quando tudo está na internet.

Rubrica de avaliação

Critério Iniciante Em desenvolvimento Consolidado
Pesquisa e repertório Não relaciona o trabalho a referências Cita referências sem relação clara Relaciona o trabalho a referências estudadas
Experimentação Usa uma única solução Testa algumas possibilidades Testa, compara e escolhe com critério
Elementos da linguagem Uso pouco intencional Uso parcialmente intencional Uso intencional e coerente com a proposta
Trabalho coletivo Pouca participação Participação irregular Contribui e escuta o grupo
Reflexão Não comenta o processo Descreve o que fez Analisa escolhas e aponta o que mudaria

Combine a rubrica com a turma no início do projeto. Ela mostra que arte se aprende e se avalia por critérios, não por “dom”.

Arte na inclusão

Arte é uma das áreas em que alunos com deficiência participam com mais autonomia, desde que as propostas tenham várias formas de entrada. Ofereça materiais com texturas diferentes, tempo flexível e possibilidade de criar em várias linguagens. O artigo DUA na prática traz princípios que servem bem aqui.

Gerar propostas com IA

No Gerador de Atividades com IA, peça “atividade de arte, 2ª série do ensino médio, releitura de obra de artista afro-brasileiro, com roteiro de análise e proposta de criação”. Revise e escolha as obras de referência.

Por fim, exponha. Trabalhos guardados na gaveta perdem sentido. Corredores, pátio, redes sociais da escola (com autorização) e mostras no fim do semestre dão ao aluno um público real e valorizam a arte na comunidade escolar.

Materiais para imprimir

Material Para quê Acesso
Autoavaliação do Aluno Reflexão sobre o processo criativo Grátis
Cores, Formas e Grandes Artistas Brasileiros Repertório de artistas brasileiros (adaptar à faixa etária) Assinante
Rubricas de Avaliação por Habilidade Rubrica de projeto Assinante
Quadro de Projetos da Turma Planejar o projeto de bimestre Assinante
Regiões do Brasil: Fichas Naturais e Culturais Manifestações culturais por região Assinante
Do Meu Brasil: Parlendas, Cantigas e Trava-Línguas Cultura popular (ponto de partida) Grátis
Banco de Sequências Didáticas em Branco Organizar as aulas Assinante

Continue com: atividades de arte, itinerários formativos e projeto de vida.

Perguntas frequentes

Arte é obrigatória no ensino médio?

Sim. A LDB, no art. 26, § 2º, determina que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, é componente curricular obrigatório da educação básica. No ensino médio, está na área de Linguagens e suas Tecnologias da BNCC.

Quais são as linguagens da arte na BNCC?

Artes visuais, dança, música e teatro. A LDB (art. 26, § 6º) cita as mesmas quatro linguagens. No ensino médio, a BNCC também valoriza práticas que integram linguagens, como performance, audiovisual e arte digital.

Como avaliar arte sem julgar talento?

Com rubrica de processo: pesquisa, experimentação, uso dos elementos da linguagem, relação com o repertório estudado, participação e reflexão sobre o próprio trabalho. O resultado estético é só um dos critérios.

Dá para fazer arte sem material caro?

Dá. Colagem com revista, fotografia com celular, percussão corporal, teatro com cadeiras, desenho com carvão e papel pardo, gravura com isopor de bandeja. O que não pode faltar é tempo para criar e repertório para conversar.

Materiais para imprimir sobre este tema

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